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O NACE Escola do Futuro/USP inaugurou suas atividades em 1989, sob a coordenação científica do Prof. Titular Fredric M. Litto, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Sua primeira condição foi como laboratório departamental com a denominação “Laboratório de Tecnologias de Comunicação” do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes. A partir de janeiro de 1993 instituiu-se como um Núcleo de Apoio à Pesquisa, subordinado à Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade e passando a intitular-se Núcleo das Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação “Escola do Futuro/USP” (NACE EF/USP).

Através das suas pesquisas e projetos almejava , em seus primórdios, explorar e implementar propostas inovadoras e eficazes que, utilizando recursos como a Internet e a multimídia, contribuíssem decisivamente para a maximização das possibilidades do ensinar e do aprender. Para tanto, a atuação da Escola do Futuro/USP pautava-se em princípios como:

– o compromisso com a pesquisa;

– a discussão e avaliação de diferentes estratégias educacionais mediadas e midiatizadas pelas TIC (tecnologias de informação e comunicação);

– a compatibilização da pesquisa acadêmica com a prática da sala de aula através da disseminação de suas descobertas e metodologias pelo intercâmbio de idéias e experiências entre educadores e instituições acadêmicas nacionais e internacionais, com a realização de cursos, seminários, oficinas e outros eventos;

– a formação de novas gerações de educadores que vejam na interface entre educação e comunicação um campo fértil para sua criatividade, discernimento e constante aperfeiçoamento;

– o desenvolvimento de um modelo de parceria entre a universidade, a sociedade e diferentes agências e esferas de governo, todos comprometidos com o aperfeiçoamento da Educação no Brasil.

Em setembro de 2006 a coordenação científica do Núcleo de Pesquisa Escola do Futuro/USP passou a ser exercida pela Prof. Titular Brasilina Passarelli, do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP. A atual gestão privilegia o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a sociedade do conhecimento e seus impactos nas áreas da Comunicação, Educação e Informação para iluminar os novos contornos da “sociedade em rede”. Desta forma se iniciam pesquisas que têm como objeto de estudo a produção individual e coletiva do conhecimento em ambientes Web; a reflexão acerca das novas formas de autoria invadidas pelos coletivos digitais e pelo movimento dos “atores em rede” na interseção das fronteiras híbridas que constituem a “pele da cultura” conceitos preconizados por autores como De Kerckhove (1997), Castells (1996) e Latour (2008).

Neste contexto, destacam-se os seguintes principais projetos e /ou programas em andamento:
– BibVirt – Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa – uma das primeiras bibliotecas virtuais de conteúdo aberto do Brasil, detentora de cinco IBEST na categoria Inclusão Digital, com acervo multimídia de livros de domínio público, arquivos de vozes; sons de pássaros, músicas além de seção especial dedicada a deficientes visuais.
– Programa AcessaSP – em parceria com o governo do Estado de São Paulo – este programa de inclusão digital e protagonismo social, há oito anos constitui-se no mais renomado programa de inclusão digital paulista, com cerca de 480 telecentros no estado; cerca de 720 monitores capacitados; 42 milhões de atendimentos e 1 milhão de usuários cadastrados.

O Núcleo de Pesquisa das Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação – Escola do Futuro/USP instituiu, em 2008, a linha de pesquisa intitulada Observatório da Cultura Digital para gerar inovação no campo da epistemologia sobre as redes e sua propagação cultural, culminando em dissertações de mestrado, teses de doutorado, livre-docência e projetos de pós-doutorados. Estão entre as atividades previstas a publicação de artigos em revistas especializadas de cunho científico, além de livros e coletâneas sobre a cultura digital.

Vários de nossos projetos possuem longevidade de mais de oito anos ininterruptos, o que nos credencia a desenvolver estudos etnográficos de caráter qualitativo sobre comunidades virtuais de aprendizagem e de prática, para caracterizar seus atores e atitudes, e os impactos destes ambientes virtuais em novas formas de aprender e produzir conhecimento. Nesta esteira pretendemos com nossos estudos constituir um portfólio que permita-nos falar em “etnografia digital.” Também realizamos surveys de abordagem quantitativa para caracterizar os ambientes digitais por nós concebidos, desenvolvidos e implementados .

Neste início de século em que vivenciamos a modernidade líquida, como preconiza Bauman (2001), onde as fronteiras se diluem e novas perspectivas se abrem em todas as instâncias da vida humana, esperamos que nossas pesquisas ajudem a iluminar os novos contornos da sociedade em rede e a formar as futuras gerações para da mesma participar de forma plena como cidadãos em todas as dimensões da vida contemporânea e todas as instâncias do real.